Mês do negro
Como eu já falei varias vezes para muita gente, você aprende uma lingua, aprende a cultuar um Deus ou amar uma pessoa. Mas não tem como arrancar de você a sua pele, a sua cor. No Brasil e no mundo comemorasse o dia disso ou daquilo. Ação de Graça para cá, Pascoa para lá. Você comemora o seu nascimento e aniversário de casamento um dia no ano. A perda de um ente querido ou a virgindade se vai um dia.
Ufa! É tanto dia que ninguém se toca de que o mais importante de tudo é que no mês de novembro se comemora o mes da Consciencia Negra. Nesse mes, para ser mais exato 20 de novembro de 1695, morria um homem que nasceu livre, apesar de ser surreal naquela época. Um homem que acreditou em um mundo livre. Que não aceitou o que Ganga Zumba queria. Viçosa nesse dia acolhia pela última vez um brasileiro que nasceu negro e morreu negro porque acreditava na liberdade e na força do negro.
Por isso, eu acredito que o homem pode dar seu grito de liberdade. O grito de liberdade que ecoa da minha boca ou da sua, vai pelas ruas e estradas do Rio de Janeiro. Cruza as fronteiras de Minas Gerais, passando por todas as minas de ouro e diamante que serviram de nosso arauto. Esse grito ceifaria todos os pés de cana que ainda escraviza os boias frias, que ganha menos de R$ 2,00 por dia de trabalho até as rendadeiras e bordadeiras do Marajó, que vende verdadeiras obras de arte por ninharia, que vai ser vendido por milhares de Euros numa galeria em Paris ou em Berlin.
Que pena que esse grito de liberdade ecoou bem alto no fundo do meu coração. Mas esse heroi não morreu de overdose. A sua overdose foi de liberdade de um povo sacrificado por quatro vergonhosos seculos que Rui Barbosa insistiu em queimar do Arquivos Nacional. Errado estava. Muitos negros que morreram nos porões e masmorras agora são mais indigentes ainda. Ato igual a esse foi bem copiado pelos Militares para esconder a vergonha de anos de Ditadura incinerando documentos que provam as torturas e a existencia de mortos na Guerrilha do Araguaia que nem mesmo os estudos oficiais mostram.
Por isso, eu acredito que o homem pode dar seu grito de liberdade. O grito de liberdade que ecoa da minha boca ou da sua, vai pelas ruas e estradas do Rio de Janeiro. Cruza as fronteiras de Minas Gerais, passando por todas as minas de ouro e diamante que serviram de nosso arauto. Esse grito ceifaria todos os pés de cana que ainda escraviza os boias frias, que ganha menos de R$ 2,00 por dia de trabalho até as rendadeiras e bordadeiras do Marajó, que vende verdadeiras obras de arte por ninharia, que vai ser vendido por milhares de Euros numa galeria em Paris ou em Berlin.
Que pena que esse grito de liberdade ecoou bem alto no fundo do meu coração. Mas esse heroi não morreu de overdose. A sua overdose foi de liberdade de um povo sacrificado por quatro vergonhosos seculos que Rui Barbosa insistiu em queimar do Arquivos Nacional. Errado estava. Muitos negros que morreram nos porões e masmorras agora são mais indigentes ainda. Ato igual a esse foi bem copiado pelos Militares para esconder a vergonha de anos de Ditadura incinerando documentos que provam as torturas e a existencia de mortos na Guerrilha do Araguaia que nem mesmo os estudos oficiais mostram.

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