segunda-feira, 21 de junho de 2010

Qual é a sua cor?


A vida nos ensina muitas coisas. Uma delas é onde você se situa nessa sociedade. Isso pode interferir no seu jeito de interagir com o seu próximo e consigo. O conceito de raca é muito complexo em sociedades como a brasileira, principalmente porque somos "colonia" (conceito ignóbil porque antes de chegar aqui, já existiam os indígenas) portuguesa. Insistem em dizer que o Brasil foi "descoberto" enquanto também foi descoberto pelos nativos da  terra. Os negro vieram para cá como os herdeiros malditos de uma mentalidade doente e pérfida que o homem branco malcomunado com alguns negros corrompidos pelo vil metal tiveram.
Mas, voltando a falar sobre o conceito de raça, costumo falar muito que quando você nasce chorando e vai balbuciando até aprender a se expressar por palavras de desconexas e conectar de forma adequada. Cresce e aprende conceito de história, matemática, geografia entre outro.  A semiótica vai se aprimorando a cada dia que você convive com os signos, diferenciando as conotações e denotações da vida. Lidar com a religiosidade e a espiritualidade é um delicioso capítulo à parte. Conviver com o próximo, nem tanto. Mas ninguém pode tirar de você a cor da pele. Muito negam a sua cor como negam a própria existencia, na tentativa de arrancar de si a única coisa original e gratuita que Deus deu ao ser humano. Mas a cor da pele é a verdadeira identidade do ser humano, tão comum quanto a sua digital ou a sua iris.
Mas sou a mistura de negro (minha mãe), índio (meu bisavô) e branco (meu pai) e me orgulho disso. Esse orgulho me faz feliz pois isso me dá um determinado status. Quem me dera pintar mais a minha pele de mais negro ainda e gozar de um privilegio: o de não ser levado à sério mas realizar coisas que surpreenda, assim como Zumbi com a sua extraordinária força, Pelé com a sua genialidade e Fanon com a sua sabedoria.

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