segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mês do negro

Como eu já falei varias vezes para muita gente, você aprende uma lingua, aprende a cultuar um Deus ou amar uma pessoa. Mas não tem como arrancar de você a sua pele, a sua cor. No Brasil e no mundo comemorasse o dia disso ou daquilo. Ação de Graça para cá, Pascoa para lá. Você comemora o seu nascimento e aniversário de casamento um dia no ano. A perda de um ente querido ou a virgindade se vai um dia.
Ufa! É tanto dia que ninguém se toca de que o mais importante de tudo é que no mês de novembro se comemora o mes da Consciencia Negra. Nesse mes, para ser mais exato 20 de novembro de 1695, morria um homem que nasceu livre, apesar de ser surreal naquela época. Um homem que acreditou em um mundo livre. Que não aceitou o que Ganga Zumba queria. Viçosa nesse dia acolhia pela última vez um brasileiro que nasceu negro e morreu negro porque acreditava na liberdade e na força do negro.
Por isso, eu acredito que o homem pode dar seu grito de liberdade. O grito de liberdade que ecoa da minha boca ou da sua, vai pelas ruas e estradas do Rio de Janeiro. Cruza as fronteiras de Minas Gerais, passando por todas as minas de ouro e diamante que serviram de nosso arauto. Esse grito ceifaria todos os pés de cana que ainda escraviza os boias frias, que ganha menos de R$ 2,00 por dia de trabalho até as rendadeiras e bordadeiras do Marajó, que vende verdadeiras obras de arte por ninharia, que vai ser vendido por milhares de Euros numa galeria em Paris ou em Berlin.
Que pena que esse grito de liberdade ecoou bem alto no fundo do meu coração. Mas esse heroi não morreu de overdose. A sua overdose foi de liberdade de um povo sacrificado por quatro vergonhosos seculos que Rui Barbosa insistiu em queimar do Arquivos Nacional. Errado estava. Muitos negros que morreram nos porões e masmorras agora são mais indigentes ainda. Ato igual a esse foi bem copiado pelos Militares para esconder a vergonha de anos de Ditadura incinerando documentos que provam as torturas e a existencia de mortos na Guerrilha do Araguaia que nem mesmo os estudos oficiais mostram.

Qual é a sua cor?


A vida nos ensina muitas coisas. Uma delas é onde você se situa nessa sociedade. Isso pode interferir no seu jeito de interagir com o seu próximo e consigo. O conceito de raca é muito complexo em sociedades como a brasileira, principalmente porque somos "colonia" (conceito ignóbil porque antes de chegar aqui, já existiam os indígenas) portuguesa. Insistem em dizer que o Brasil foi "descoberto" enquanto também foi descoberto pelos nativos da  terra. Os negro vieram para cá como os herdeiros malditos de uma mentalidade doente e pérfida que o homem branco malcomunado com alguns negros corrompidos pelo vil metal tiveram.
Mas, voltando a falar sobre o conceito de raça, costumo falar muito que quando você nasce chorando e vai balbuciando até aprender a se expressar por palavras de desconexas e conectar de forma adequada. Cresce e aprende conceito de história, matemática, geografia entre outro.  A semiótica vai se aprimorando a cada dia que você convive com os signos, diferenciando as conotações e denotações da vida. Lidar com a religiosidade e a espiritualidade é um delicioso capítulo à parte. Conviver com o próximo, nem tanto. Mas ninguém pode tirar de você a cor da pele. Muito negam a sua cor como negam a própria existencia, na tentativa de arrancar de si a única coisa original e gratuita que Deus deu ao ser humano. Mas a cor da pele é a verdadeira identidade do ser humano, tão comum quanto a sua digital ou a sua iris.
Mas sou a mistura de negro (minha mãe), índio (meu bisavô) e branco (meu pai) e me orgulho disso. Esse orgulho me faz feliz pois isso me dá um determinado status. Quem me dera pintar mais a minha pele de mais negro ainda e gozar de um privilegio: o de não ser levado à sério mas realizar coisas que surpreenda, assim como Zumbi com a sua extraordinária força, Pelé com a sua genialidade e Fanon com a sua sabedoria.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Você é um assimilado?

É isso mesmo que eu estou perguntando. Ser assimilado é renegar suas origens. Viver a realidade do outro, do colonizador, do dominante, do descobridor que também é descoberto. Bem, posso dizer que o sou, então. Mas o que há de errado nisso? Vejamos o meu caso. Meu cabelo é afro mas a minha religião não é. Gosto de musica negra mas minha lingua não é. Estudo Literatura Africana mas não quero ir para África. Uso adereços de negros na cabeça mas me visto como um mauricinho. Amo o rebolado, o gingado, o suingue e a pele da negra mas não tenho muitas negras amigas [só a Vanessa e a Milla]. Estou estudando línguas européias como inglês e francês mas não me interesso nem um pouco por aprender kimbundo, Suahiili, Yorubá ou outra língua de qualquer etnia africana (só Moçambique tem mais de oitenta etnias). Eu sou negro mas não sou puro. Venho da mistura de negros e índios. Queria pintar a minha pele de mais para o escuro, mas vou continuar assim: esse negro de pele branca. Esse negro que lê Bernardo Guimarães com o mesmo entusiasmo que lê Franz Fanon.
Se você observar pela preferência sexual.. Ah! Ai é covardia! Olhe para as minha amigas. São muitas negras lindas, de sorriso cativante e de ancas repolhudas que fariam qualquer Cesário Verde morrer de inveja. Se visse, por exemplo, a Priscila, uma ex-namorada que muito lembra a Elaine, diria que eu sou um extremamente exagerado por me encantar por aquilo tudo [ai, ai!]. E lamento muito aquelas que não estão enquadradas nesse grupo. Deus quis assim e assim será. Não adianta reclamar comigo, nem com Darwin!
Mas não quer dizer que eu não namorei ou que eu não goste das brancas. Tive até uma branca jeitosa da qual eu não me lembro o nome. Mas cada um tem a sua preferência e a minha é essa. Não posso ser criticado por isto. E como fala Tenreiro em 'A canção do mestiço': 'Se amo brancas, sou branco/Se amo negras, sou negro/Pois é..'. O que ele quis dizer é que somos seres cambiantes, transitantes entre o defensor e renegante da propria cultura, que se manifesta e se esconde todo momento em mim, quando ouço Renato Russo e Mano Brown.
Então, se posso dizer que sou assimilado por não preservar a minha cultura em cem porcento negro, então o sou. Mas o que há de errado? Você também o é.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Blog desativado.

Bom dia amigos. Devido à falta de tempo para dar atenção, eu estou desativando temporariamente esse blog. Minha mãe está doente demais para eu passar meu tempo escrevendo aqui o que está acontecendo comigo. Sei que qualquer dia desses ela se vai, mas está próximo o dia.
Sem contar que, também, estou muito atrasado nos meus sonhos. Tenho que lutar por eles. Tenho que dar atenção em outras prioridades. A quantidade de problemas aumentou e eu não estou conseguindo controlar os eventos.
As diversas tentativas de me lidar com o próximo também pesou nisso. As mulheres são loucas insanas que não entendo quando querem algo com alguém. Imagine uma pessoa que não esqueceu uma pessoa do passado que não pode ter e quer recomeçar, mas acaba esbarrando nesse passado. Acaba magoando que não tem nada a ver. Imagine você ouvir dessa pessoa que "eu sou dele" depois de apostar que essa pessoa quer viver uma nova vida. O que você vai fazer dessa nova vida? Dar a ele e viver uma ilusão? Viva realmente a ilusão (não é priapismo meu).
Assisti um filme nesses dias chamado "Ponto de encontro", cuja história eu contei no post anterior, onde um homem, em crise no casamento porque a mulher não acreditou no seu sonho e queria que ele vivesse o dela. Quando sofrem um acidente e ela fica em uma situação complicada, ele abandona o seu sonho para compartilhar da sua dor. E o seu amor foi posto em desconfiança quando ele, em paralelo, passa a apoiar o filho da fisioterapeuta dela, um garoto brilhante, que morre ao vencer em um campeonato de natação. Em momento algum, esse homem foi incorreto e desleal com a sua família. A mãe do menino, antes de morrer, fez uma pergunta, daquelas que são moralizantes e incomodas, como "faz diferença para você viver ou morrer?" ("Menace to society", Perigo para a sociedade). Ela perguntou: "Você cuida dos meninos do seu bairro, da sua família, dos seus amigos. Mas quem cuida de você?". O personagem, interpretado por Morris Chestnut, ficou sem resposta, assim como eu.
Como ninguém lê ou persegue esse blog, não fará diferença na vida de quem está lendo assim como não faço diferença no dia-a-dia. Quando me procuram não é para me convidar para um churrasco ou uma festa. Mas sim para me dar trabalho! É claro que posso isentar com segurança a minha amiga Vanessa Severo, a Família Barbosa e o pessoal da Pós. Além dos poucos amigos reais (não vivo no mundo da lua! Tenho amigos reais) que, com certeza, se estiverem lendo este deixarão no meu Orkut o seguinte dizer: sou seu amigo real.
Como eu estou? Bem.. isso só o tempo vai me dizer. O que eu sei é que eu preciso cuidar de mim, já que ninguém o faz.
Obrigado por me entender nesse momento.

domingo, 5 de julho de 2009

Quem toma conta de você?

Eu, durante a minha procura de convites para o Chocolate com Pimenta - a festa, eu me esbarrei com um filme chamado "Ponto de encontro", que contava a estória de um homem - interpretado pelo belo ator Morris Chestnut, de Donos da Rua (Boyz N the Hood) - que abandonou tudo por um sonho. Mas foi muito criticado pela mulher e pela sogra porque estava dando esperança para jovens que com certeza, para elas, iria parar na criminalidade.
Tudo piorou quando sofreram um acidente e sua mulher teve que fazer fisioterapia. Mas ele não abandonou a sua fé e se manteve ao lado da mulher mesmo sendo criticado por ela e a sua sogra.
Piorou o seu casamento quando ele contrata uma fisioterapeuta loira. Ele passou a ser alvo de desconfiança porque este passou a incentivar o filho dela, que morreu enquanto competia em uma piscina.
Pois bem, a loira fez uma pergunta muito interessante "Eu admiro muito você. Você toma conta da sua mulher, da sua sogra, dos seus amigos e dos seus alunos. Quem cuida de você?" Sabe aqueles tipos de perguntas que demanda uma resposta depois de muita reflexão? É essa. E eu me fiz essa pergunta esses dias atrás. Eu não tenho quem cuidar de mim e queria muito. Mas Deus toma conta de todos nós. E ele sabe que se ninguém toma conta de mim é porque eu sei tomar conta de mim. O que me conforta é que se eu sei tomar conta do meu próximo, posso tomar conta de mim com perfeição, já que as pessoas não estão acostumadas a dar um pouco do seu tempo para ajudar o próximo. Eu posso fazer isso sem problemas.

Amor e chocolate

Duas coisas que mais gosto de fazer é exercitar o meu amor e comer chocolate. Mas, às vezes,
amar é mais doloroso que comer chocolate. O chocolate é delicioso, mas já pensou fazer amor comendo chocolate?
Não sei porque amo chocolate. Mas sei porque o chocolate é um amor. Me conforta nos dias de frio e solitário ter alguém com uma caixa de bombons de baixo do braço. Eu nunca vi alguém chorar de solidão enquanto come um belo pedaço de floresta negra do restaurante Viena! Não sei de infelicidades quando se tem uma barra de diamante negro nas mãos!
Proponho aos amigos que votem entre qual dos dois é o melhor amigo do homem: o cachorro ou o chocolate. Porque das mulheres não é. Provoca estrias! Quanto somos privilegiados!

terça-feira, 29 de maio de 2007

Começou a Libbra 2007.

Pois bem. Começou a Libbra 2007. Os gigantes estão na febre da vitória. Mas o nosso foco não é a quadra de basquete de Rua e as jogadas mirabolantes e humilhantes dos jogadores. O nosso verdadeiro foco é o pessoal não teve medo de ser feliz e que meteu a mão nos pratos, comandados pelo DJ Roger Flex.

Pois bem, na primeira etapa da Libbra 2007 tivemos a presença do DJ Kauê - na foto com DJ Roger Flex -, com o melhor do Hip Hop Nacional. Também tivemos a presença da DJ Tahyssa, menina-prodígio de apenas 12 anos - e sempre bem acompanhado pelo seu pai, o também DJ Ricardo - e a DJ Pretinha. Mas o time não estaria completo se não tivesse a presença dos DJ Marcelo Dantas e DJ JL, para animar a festa e levantar a torcida. Nesse dia rolou o show do grupo de Porto Alegre Rafuagi e, no final a grande batalha de MC's. Uma festa para não botar defeito.